sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oxford


Nosso último destino em busca do frio e da neve foi Oxford, a cidade universitária.
Uma das cidades mais famosas da Inglaterra pela sua universidade (Universidade de Oxford), colleges (um total de 40 colleges, espalhados pela cidade) e pelo seu lugar na história.
Já no caminho durante a viagem (a qual tem duração de 1h50min de trem) pudemos avistar campos cobertos de neve. (Se deseja comprar tickets de trem antecipado, dá uma pesquisada neste site: First Great, se preferir ônibus acesse: National Express). A manhã estava ensolarada, mas a neve estava lá e a temperatura era cortante, -9°C. Se era frio que queríamos, realmente encontramos ele!!! rsrs
Oxford tem mais ou menos 140 mil habitantes e surgiu como um assentamento saxão na era Romana. Mas foi a partir do séc. XI D.C. que a cidade começou a se desenvolver, com a construção do Castelo de Oxford e a chegada de ordens religiosas a região.
É conhecida como “City of dreaming spires” (cidade das agulhas de sonho), em referência a harmonia arquitetônica entre os edifícios da cidade, que formam belas paisagens ao entardecer ou amanhecer invernais.
Muitos visitantes desconhecem que em Oxford viveu (entre muitos outros) um dos escritores mais famosos de todos os tempos: Charles Dogson, mais conhecido como Lewis Carroll. Uma de suas obras mais famosas é Alice no País das Maravilhas, que está representada de alguma forma por todos os cantos da cidade, desde shoppings, museu, em vitrais de igreja e nos jardins ao redor do Christ Church College, onde foi de fato o centro da história.
A lista de personalidades que se formaram na Universidade de Oxford ou que deram aulas em suas classes é interminável. Poucos lugares no mundo têm a honra de ter como alunos em suas aulas vários Reis, 26 Premiês, 47 Prêmios Nobel, 50 medalhistas olímpicos e figuras artísticas e literárias mundiais como: J.R.R Tolkien, Oscar Wilde, Lewis Carroll, Indira Gandhi, Bill Clinton, Tony Blair, Margaret Thatcher, Rei Abdullah II da Jordânia, etc.
A universidade de Oxford é a mais antiga universidade inglesa (1167), e é considerada umas das 10 melhores universidades do mundo. Dentre os mais antigos, famosos e também mais caros colégios estão: Magdalen College, New College, Christ Church College, St. Johns, Brasenose e All Souls. O All Souls em especial não é um colégio para universitários e sim para professores, ou seja, membros plenos da diretoria do colégio.
Diferente do que vemos no Brasil, a Universidade de Oxford não possui um campus reunindo os prédios da instituição. A universidade adota um sistema de colegiado que mantém a autonomia administrativa e acadêmica de cada um dos tradicionais “Colleges” (faculdades) espalhados pela cidade.
Alguns dos palcos mais famosos das películas da saga Harry Potter estão em Oxford, mais precisamente no Christ Church College. Este colégio foi fundado no séc. XVI e é um dos maiores e mais caros da universidade. Dos 25 primeiros-ministros britânicos, 13 estudaram neste colégio. E claro que esta foi uma das nossas primeiras paradas. Já ficamos encantados na chegada. Ao redor do colégio tem um imenso parque, e no dia que estivemos lá, tudo estava coberto de neve. A paisagem ficou divina. A arquitetura do colégio é magnifica, e percorremos cada cantinho dele. A catedral (que por sinal é a única capela da Inglaterra que ostenta o título de catedral, e que tem uma beleza cravada em pedras e vitrais), galeria de arte, jardim memorial com a Tom Tower (uma torre que abriga um sino de sete toneladas que toca 101 vezes todas as noites exatamente às 09:05 horas. Diz a lenda que os 101 fundadores do Christ Church College deveriam estar dentro dos muros da faculdade ao fim das badaladas). Enfim, chegamos ao tão esperado “The Great Hall – Hogwarts”, onde foi filmado o filme “Harry Potter e a pedra filosofal”. O Great Hall (grande salão) é utilizado todos os dias pelos alunos do colégio para suas refeições, e também para banquetes especiais. A sala tem uma atmosfera majestosa, parece até coisa de filme (e é!). Nas paredes, várias pinturas de artistas famosos, tendo como esboço os membros do colégio como John Locke e 6 dos primeiros-ministros que se formaram ali.
A fila era imensa para entrar, mas tudo muito bem organizado e a espera não foi tanta. Ticket para entrar no Christ Church e visitar o Hall £7,00 (Concessão £5,50), e no dia que fomos o horário para visita era apenas das 14:30 até as 16hs, então se organize antes para saber o horário e enquanto espera aproveita para conhecer outras partes da cidade.
Oxford também é famosa pelos pubs, afinal cidade de universitário na Inglaterra tem que ter muitos e bons pubs. Fizemos nossas pesquisas e descobrimos mais ou menos 21 pubs interessantes, então selecionamos dois, um para almoço e um para despedida da cidade. Fomos almoçar no “The Bear”, o pub mais antigo da cidade fundado em 1492, conhecido pela boa comida e pela sua grande coleção de gravatas de formandos. É um pub bem pequeno, só com dois ambientes e com apenas 5 mesas no total (o que foi bastante disputado), mas tivemos sorte de conseguir uma mesa de frente pra lareira e sem tem que esperar muito. E realmente é bastante inusitada a quantidade de gravatas, datadas e assinadas pelos formandos, expostas dentro de quadros pelas paredes e até mesmo no teto do pub. Muito legal! O almoço foi delicioso, comida de pub é muito boa, se engana quem pensa o contrário e ainda mais acompanhada por um Mulled Wine, neste friozinho não tem nada melhor.
Continuamos nosso passeio pela High street, a principal rua da cidade, e pudemos visitar vários outros “colleges” e outros lugares como: Carfax Tower (tem este nome porque deriva do francês Carrefour que significa cruzamento de ruas). É a esquina onde cruza as ruas St Aldate, Cornmarket Street, Queen Street e High Street. É a torre da St Martin’s Church do séc. XIII e tem 23m de altura, o que proporciona uma bela vista da cidade. Tickets custam £2,20, e está aberta diariamente, All Saints Church (fundada em 1122, hoje é a biblioteca do Lincoln College), Brasenose College (fundado em 1509, por um advogado Sir Richard Sutton, hoje é a casa de um dos mais antigos clubes de barcos do mundo), University Church St Mary the Virgin (famosa pela vista que sua torre proporciona da Radcliffe Camera e da cidade, foi fundada em 1086, próxima ao antigo muro da cidade. Não pudemos entrar na igreja nem subir na torre, pois estava em reforma), Queen’s College, Magdalen College and Bridge (fundado em 1458 pelo Bispo de Winchester, hoje é um dos “college’s” mais caros da universidade), Oxford Botanic Garden, percorremos a Rose Lane e fizemos a “Dead Man’s Walk” pelos maravilhosos jardins do Chirst Church (foi aí que fizemos uma pausa para ”construir” nosso big boneco de neve, que já estava semi-acabado...rsrsrs. Este lugar com certeza reserva uma das mais bonitas vistas dos jardins deste college), History of Science Museum (entrada gratuita), Trinity College, Bodleian Library (a mais importante biblioteca de Oxford. Recebe uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido. Não está aberta para visitação pública, apenas alunos podem entrar), Radcliffe Camera (construída entre 1737-1749, é uma sala de leitura que faz parte da Bodleian Library, e recebeu esse nome em homenagem ao físico John Radcliffe. Proibida a entrada de vistantes), Bridge of Sights (uma réplica bem mais nova (1914) da Ponte dos Suspiros de Veneza, pertence ao Hertford College), Hertford College(bem ao lado da Bodleian Library e Radcliffe Camera, não é aberto a visitação), Covered Market (histórico mercado coberto, foi fundado no ano de 1774 e se mantém aberto até hoje com inúmeros comércios de comida típica, roupas, cafés, confeitarias, e etc), University Oxford Press (fundada em 1586, começou com o maior número de impressões de bíblias, livros com rezas e trabalhos estudantis. No séc. 19 teve sua grande expansão com a impressão dos “Dicionários Oxford” de língua inglesa. E hoje é a maior universidade publicadora do mundo) e para finalizar, The Jerich Tavern (pub famoso por ter sido o lugar onde a banda Radiohead fez seu primeiro show, e por ter um ambiente agradável para beber e comer um típico fish and chips. O pub é bastante aconchegante, os atendentes muitíssimo educados e o local de shows fica no andar superior, e só demos uma espiadinha, pois não estava tendo nenhum show).
Oxford não é uma cidade muito grande, e é possível conhecer os principais pontos turísticos a pé, além de poder desfrutar das belas paisagens naturais e arquitetônicas. Com certeza é uma cidade para mais de um dia, se o interesse é se aprofundar na história de suas obras e apreciar os mínimos detalhes. Não se pode sair de Oxford sem visitar um museu, um dos “colleges”, um dos pubs, a Oxford press, e caminhar por um dos parques. Esses pelo menos eram nossos objetivos. Cumprimos todos!!!
A noite já tinha chegado o frio estava mais intenso, -12°C, então era chegada a hora de voltarmos para casa.
Mais uma cidade, mais histórias e conhecimento!
Espero que tenham gostado,
Até o próximo post
Carfax Tower

All Saint's

The Bear pub mais antigo da cidade


Christ Church College





Jardim Memorial com a Tom Tower

Christ Church Cathedral





Jardins do Christ Church

Gravatas datadas e assinadas no The Bear Pub



St Mary the Virgin College

Queens College


Magdalen Bridge






The Great Hall- Hogwarts





Entrada do Christ Church

Bodleian Library



Bridge of Sighs

Radcliffe Camera


The Jericho Tavern

Oxford University Press


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Valentine’s Day


Hoje é véspera de uma das datas mais românticas do ano. Um dia reservado para quem você ama. Assim é marcado o dia dos namorados!
Como surgiu esta data?
Aqui na Inglaterra (assim como em muitos outros países) o dia dos namorados é comemorado no dia 14 de fevereiro, enquanto no Brasil celebra-se no dia 12 de junho. Sempre me perguntava por que as datas são diferentes? E descobri que: Dia 14 de fevereiro foi o dia da morte do bispo Valentim (São Valentim), que lutou contra as ordens do imperador Claúdio II (o qual proibia casamentos durante a guerra, pois acreditava que os solteiros eram melhores combatentes), e realizou vários casamentos às escondidas (inclusive o dele), tudo contra as ordens do imperador. Quando descoberto, foi preso e condenado à morte. Antes da sua execução, Valentim escreveu uma carta de despedida para sua amada e assinou “Seu Valentim” ou “Seu namorado”. A data de sua morte foi considerada um mártir pela igreja católica e também a véspera das festas anuais conhecidas como lupercais, celebradas na Roma antiga em homenagem a Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e a Pan (deusa da natureza). Assim nasceu o Valentine's Day. 
No Brasil a data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando João Dória retornou do exterior com essa ideia e apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo país, amparada com a correlação do Dia de São Valentim. E então, o dia 12 de Junho foi escolhido por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro. Assim, nasce o Dia dos Namorados no Brasil.
Hoje em dia a data é marcada pela troca de recados amorosos, presentes e ocasiões especiais entre os casais apaixonados e românticos.
Existem várias formas de se comemorar o dia dos namorados, o importante é ser criativo.
Então venho através deste post declarar todo meu amor, carinho, respeito, admiração, e felicidade por ter um maravilhoso e especial “Valentine” ao meu lado: Te Amo cada dia mais, meu amado Alexandre!
Termino o post com um trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade - "Quem não tem namorado"

'Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enloucresça.' Carlos Drummond de Andrade


Feliz dia dos namorados!!!
Happy Valentine’s Day 

P.S.: À pedido do meu amado marido.... Vídeo com a nova música de Paul McCartney: "My Valentine"


O cartão que ganhei de meu amado no dia dos namorados!!!
Melhor esposa do mundo... rsrs Ameiiiii

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rainha Elizabeth II – Jubileu de Diamante



 A história da Grã-Bretanha é muito rica e interessante de se estudar. Para os menos interessados em se aprofundar, até mesmo aprender através de filmes é interessante. Desde que chegamos na Inglaterra, fizemos um pouco de tudo, lemos alguns livros, olhamos artigos na internet e assistimos muitos filmes.
Não sei quanto às outras pessoas, mas quando estamos visitando  algum lugar que tenha uma história cultural diferente da nossa, nos sentimos instigados a saber mais sobre aquela cultura e sobre a história dos antepassados.
E foi esse um dos motivos que me fez escrever este post. O outro foi a grande movimentação na imprenssa inglesa em torno da comemoração dos 60 anos de coroação da Rainha Elizabeth II.
Elizabeth Alexandra Mary, é a filha mais velha do Rei George VI e da Rainha Elizabeth (Rainha mãe). Nascida no bairro de Londres conhecido como Mayfair no dia 21 de abril de 1926, como neta de soberano adquiriu o título de Princesa da Grã-Bretanha, recebendo o título de sua alteza real. Era a princesa Elizabeth de York, quando nasceu, terceira na linha sucessória, atrás do seu tio Edward, Príncipe de Gales, e do seu pai. Apesar do seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse rainha, pois o Príncipe de Gales era jovem e ele assumiria o trono e teria filhos, fazendo assim sua linha de sucessão.
Em 1936 quando a princesa tinha 10 anos seu avô paterno, o Rei, morreu, e o seu tio Edward o sucedeu. Assim, Elizabeth tornou-se a segunda na linha de sucessão atrás de seu pai. Após um ano de reinado, entre muitas crises e polêmicas, o Rei Edward, abdicou o trono ante a não aceitação da família real ao seu casamento com a socialite Wallis Simpson, uma americana divorciada, gerando uma crise constitucional.
Coroação de George VI, pai de Elizabeth
O pai de Elizabeth tornou-se rei e ela como primogênita tornou-se a herdeira do trono. Quando nos anos de 1937 e 1939 o Rei e a Rainha mãe viajaram para Austrália, Nova Zelândia, Canadá e EUA, Elizabeth assumiu como Rainha, porém, por se achar muito nova não realizou nenhuma aparição pública.
Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth e sua irmã mais nova mantiveram-se junto com o Rei e a Rainha no Castelo de Windsor. Foi quando Elizabeth fez sua primeira transmissão via rádio no programa “Children Hour” da BBC, aos seus 14 anos. Ela disse:
“Nós estamos tentando fazer de tudo que é possível para ajudar os nossos bravos marinheiros, soldados e aviadores, e nós estamos tentando também apagar a tristeza e perigo da guerra. Nós sabemos, cada um de nós, que no fim tudo ficará bem.” 
Em 1943, aos 16 anos, Elizabeth fez sua primeira aparição em público sozinha aos “Grenadier Guards” (Tropas de Infantaria de Elite), onde dois anos depois ela ingressou como uma honorária Segunda Subalterna e foi treinada como motorista e mecânica, dirigindo caminhão militar, e foi promovida a Comandante Junior 5 meses depois. Hoje ela é a última Chefe do Estado viva a servir uniformizada na Segunda Guerra Mundial.
Casamento de Elizabeth e Phillip
Casou-se no dia 20 de novembro de 1947, na Abadia de Westminster, com Phillip, Duque de Edimburgo. Em 14 de novembro de 1948 deu à luz a seu primeiro filho, Príncipe Charles de Edimburgo, e depois tiveram mais três filhos: Anne, Princesa Real, Andrew, Duque de York, e Edward, Conde de Wessex. A Casa Real deveria levar o nome do Príncipe Philip, Mountbatten, porém a Rainha Mary (avó de ElizabethII) e o Primeiro Ministro Churchill favoreceram que o nome de Windsor fosse mantido. Porém o Duque reclamou: “Eu sou o único homem no país que não pode dar seu nome aos seus filhos". Em 1960 foi decretado que os descendentes da Rainha Elizabeth II e do Rei Phillip teriam o sobrenome de Mountbatten-Windsor, assim satisfazendo a vontade do Duque.
No dia 06 de fevereiro de 1952 o Rei George VI, pai de Elizabeth morreu, e então Elizabeth foi proclamada Rainha. Quando foi perguntada qual seria seu nome real, ela respondeu: “Elizabeth, é claro”. Como sua mãe também se chamava Elizabeth, seu título ficou Rainha Elizabeth II. A coroação foi realizada na Abadia de Westminster no dia 02 de junho de 1953, a cerimônia inteira foi filmada e televisionada, exceto a unção e a comunhão. Mais de 20 milhões de britânicos assistiram a coroação pela TV e na América do Norte mais ou menos 100 milhões de pessoas.
Coroação da Rainha Elizabeth II
Nos anos de 1953/54 fez uma turnê pelo mundo em 6 meses, tornando-se a primeira soberana reinante a circunavegar o globo terrestre, e a primeira monarca da Austrália, Fiji e Nova Zelândia, há visitar essas nações.
Nas décadas de 1960 e 1970, a Rainha viu a aceleração da descolonização da África e do Caribe. Aproximadamente 20 países ganharam independência do Reino Britânico.
Em 1977, Rainha Elizabeth chegou aos seus 25 anos de reinado. Muitas festas e eventos aconteceram pelo país, mostrando a popularidade da Rainha, fazendo-se esquecer da onda negativa de notícias que corriam em volta do divorcio de sua irmã Margaret.
Em 1991, em sequência da vitória dos EUA na Guerra do Golfo, ela se tornou a primeira monarca britânica a discursar numa sessão do Congresso dos Estados Unidos.
O ano de 1992 foi chamado pela Rainha como “annus horribilis”. Em março seu filho Andrew separou-se de Sarah, Duquesa de York. Em abril, sua filha Anne, Princesa Real, divorciou-se do Capitão Mark Phillips. Durante sua visita à Alemanha, jogaram-lhe ovos, como demonstrações raivosas em Dresden, e em novembro o Castelo de Windsor sofreu grandes avarias após passar por um incêndio.
No fim de 1995, Princesa Diana e o Príncipe Charles divorciaram-se. E um ano após o divórcio, em agosto de 1997, Diana morre em um acidente automobilístico em Paris. A Rainha nunca havia passado por desaprovações do público, mas em 1997 quando ela e os outros membros da família não se manifestaram por 5 dias após  a morte da princesa Diana, ela sofreu grandes críticas do povo e da mídia. A Rainha e a família real foram extremamente criticados, e a cada momento que se passava a pressão da mídia aumentava.
O tablóide The Sun publicou um editorial que resumia o clima no Reino Unido na época:
“Onde está a nossa rainha quando o país precisa dela? Ela está a 550 milhas de Londres, a concentração da tristeza da nação. Seu castelo em Balmoral está o mais longe o possível do oceano de flores que está se formando em volta das propriedades reais (...) Vamos deixar Charles, Willian e Harry chorarem juntos nas solitárias colinas escocesas. Nós podemos entender. Mas o local da Rainha é com o povo. Ela deve voltar imediatamente e aparecer no balcão do palácio real".
Embora alguns membros da família real tivessem aparecido em público neste meio tempo, a Rainha continuava com sua família em sua casa de campo em Balmoral, e a sua intenção era ficar por lá até o último momento. Porém devido à pressão, da mídia, do povo e também de alguns de seus ministros ela acabou retornando, fazendo um discurso à nação ao vivo pela BBC, coisa incomum, e a bandeira hasteada no palácio foi rebaixada, quebrando o protocolo real.
Dia 29 de abril de 2011, uma multidão se aglomerou aos redores do Palácio de Buckingham e da Abadia de Westminster para assistir ao casamento do Príncipe Willian, Duque de Cambridge e Catherine “Kate” Middleton. O casamento também foi transmitido pela TV para todo o mundo com uma audiência de 36,7 milhões, isso só fora do Reino Unido.
Hoje têm-se uma expectativa muito grande em torno da possibilidade do Príncipe Charles abdicar o trono para que o Príncipe Willian assuma, mas são apenas especulações. Mas com certeza a aceitação do povo ele já tem.
A rainha permanece hoje como uma Chefa do Estado bastante respeitada e amada. Porém, sua família e ela ainda sofrem com pressão dos jornais britânicos.
Em 2002, ela comemorou o jubileu de ouro, marcando 50 anos de reinado. O ano foi marcado por um grande tour nos reinos de comunidade Britânica, incluindo numerosos desfiles e concertos oficiais. Em junho(2002) foi realizado a famosa “Party at the Palace”, um show com diversos músicos famosos das ilhas britânicas em homenagem a rainha.
E este ano no Jubileu de Diamante não será diferente, uma grande festa está sendo preparada para o primeiro final de semana de Junho, que será alongado em dois feriados, um dos quais foi criado especialmente para esta ocasião. O domingo será o dia para os acontecimentos mais populares, uma frota com mais de 1000 barcos navegará pelo rio Tâmisa, um deles encabeçado pela Monarca, seguido por festas nas ruas, com presença quase confirmada de Paul McCarteney para um dos shows. Na terça-feira, feriado do jubileu, sairá um cortejo em carruagem real até a St Paul Cathedral onde será realizado um serviço religioso em homenagem a Rainha. Eventos do Jubileu de Diamonte
E este é o site para você consultar os variados souvenirs em comemoração ao “Jubilee Diamond”: Souvenirs do Jubileu
Infelizmente não estaremos por aqui para presenciar este momento, mas seremos um dos milhões de telespectadores assistindo a este momento histórico, o mais legal de tudo, junto com nossa família.

Termino esse post com um trecho do Hino Nacional Britânico, que em particular acho muito bonito:
               
“God save our gracious Queen,
Long live our noble Queen,
God save the (our) Queen.
Send her victorious,
Happy and glorious,
Long to reign over us:
God save the Queen.
O Lord, our God, arise,
Scatter thine (or her) enemies,
And make them fall.
Confound their politics,
Frustrate their knavish tricks,
On thee our hopes we fix:
God save us all.”
“Deus salve nossa graciosa Rainha,
Longa vida à nossa nobre Rainha,
Deus salve a (nossa) Rainha;
Que a faça vitoriosa,
Feliz e gloriosa,
Que tenha um longo reinado sobre nós
Deus salve a Rainha.
Ó Deus, nosso Deus, vem
Dispersa seus inimigos
E faze-os cair.
Confunde sua política,
frustra seus truques fraudulentos
Em ti depositamos nossa esperança
Deus salve a todos nós.”

P.S.: A Rainha é a única pessoa que não canta o hino, pois afinal o hino é feito pra ela!!! Observem no vídeo abaixo... Enjoy it!!!
Hino:

Homenagem a Rainha Elizabeth II - Jubileu Diamante: (Vale muito a pena assistir)